Resumo dos Artigos
Ano II - n. 6 - outubro / dezembro, 2009
A crise financeira internacional e as perspectivas para a economia brasileira

      O artigo discute o fato de que a crise financeira internacional aos poucos vai sendo controlada e, na sua esteira, uma nova ordem econômica vai emergindo. Argumenta que, embora as perspectivas de curto prazo sejam promissoras para o Brasil quando comparadas com a maioria dos países, no longo prazo, o cenário não se apresenta tão favorável. Enquanto outras sociedades industrializadas e emergentes vêm investindo fortemente nas últimas décadas em modernização, produtividade e inovação tecnológica, o Brasil tem negligenciado esses investimentos. O autor entende que a sanidade das variáveis macroeconômicas é produto de um equilíbrio frágil e que, embora importante para o manejo das questões de curto prazo, não constitui garantia alguma de que o Brasil estará em melhores condições no cenário econômico internacional no mundo que vai emergindo na esteira da crise da economia globalizada.
       
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Sistema político inglês. Tradição e bom senso

      O ensaio busca delinear algumas características básicas do sistema parlamentar britânico visto como o resultado, de um lado, de longa evolução histórica e, de outro, da utilização pragmática e intensa do bom senso, o que terá permitido a pacífica convivência, no sistema político, de elementos ancestrais e modernos. Outra evidência: no enfrentamento de situações concretas, a liderança nunca buscou solucioná-las partindo de concepções teóricas abstratas. A hipótese é documentada a partir da caracterização das principais instituições (constituição sui generis; monarquia; parlamento; subsistema partidário e gabinete) com destaque para o papel dos grupos de pressão.
       
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Coligações nas eleições municipais de 2000 a 2008: a força dos partidos dos governadores

      A análise compreende as eleições majoritárias municipais de 2000, 2004 e 2008, abrangendo os dez maiores partidos, cuja votação corresponde á maioria do eleitorado. As conclusões centrais do autor podem ser resumidas como segue: 1ª) não há padronização no comportamento dos partidos políticos nacionais, verificando-se que se associam de forma distinta em cada um dos estados; 2ª) a par disto, observam-se coligações distintas nos 26 estados; e, 3ª) o registro mais importante consiste em que o partido do governador tem papel fundamental nas alianças majoritárias municipais. Esclareça-se que a reforma política cogita da eliminação das coligações em eleições proporcionais, porquanto desfiguradora da representação.
       
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Tema em Debate

      O TEMA EM DEBATE do número seis da Revista on line Liberdade e Cidadania consiste numa avaliação do governo Lula. Ao tema em apreço acham-se dedicados dois artigos, sendo o primeiro do deputado Eduardo Sciarra e, o segundo, do cientista o político Carlos Melo.
       
       O primeiro dos artigos mencionados propõe-se indagar se a popularidade de que desfruta hoje o Presidente da República poderá ser corroborada, a longo prazo, pelo julgamento da história. Embora, colocada nesses termos, se possa considerá-la prematura, formulada de outro modo torna-se de todo pertinente proceder-se a uma avaliação do governo petista em seus dois mandatos.
       
       O ponto de partida terá que consistir nos antecedentes da agremiação quando acontecimentos externos levaram-na a abandonar uma de suas principais bandeiras (o socialismo, na versão totalitária) enquanto, tendo chegado ao poder abandonaria do moto próprio a segunda: a ética na política.
       
       O fim do comunismo ocorrido em seguida à queda do Muro de Berlim corresponde à causa determinante do abandono da defesa pública do mencionado sistema, se bem se possa duvidar de que tal se haja verificado intramuros.
       
       Na oposição, o PT mobilizou todos os instrumentos de que dispunha no sentido de se apresentar como detentor exclusivo da bandeira da moralidade pública, e, deste modo, considerar-se no direito de combater todo governo constituído. Com a mais absoluta sem cerimônia, no poder, atirou fora esse discurso, levando a cabo insólito cruzamento de lideranças sindicais com políticos carcomidos.
       
       O autor considera que talvez a chave para o enigma político do lulismo repouse no fato que ele não se ressente das apontadas contradições; ao contrário, delas se alimenta a fim de persuadir os mais díspares segmentos da sociedade brasileira de que pode ser tudo para todos ao mesmo tempo: o escudo protetor da ortodoxia monetária do Banco Central & o patrocinador de uma verdadeira explosão dos gastos de custeio; o amigo de fé do agronegócio exportador & o irmão camarada dos invasores do MST; o governante que saldou a dívida brasileira com o FMI & o parceiro entusiasta de desastres ideológicos como o socialismo bolivariano e outros agressores do interesse nacional brasileiro; o pai dos recipiendários do bolsa-família & a mãe dos banqueiros, satisfeitíssimos com as estratosféricas taxas de juros...
       À luz desse pano de fundo, o julgamento da história poderá ser o do governante que não se valeu da popularidade de que dispunha a fim de levar a cabo as reformas de que o país tanto carecia.
       
       Quanto ao segundo artigo, seu autor considera que o presidente Lula seria, por temperamento, moderado, comportando-se do modo pragmático em relação a seus interesses mais claros e imediatos. A seu ver, pode-se inferir de sua passagem pelo poder que se acha desprovido de visão de longo prazo, não tendo ademais compromisso com a história.
       
       Entende que, em sua relação com o sistema político, compartilha com este uma relação que lhe interessa: na fragilidade de um reside a fortaleza do outro.
       Entre as suas conclusões, destaca-se a seguinte: se líder político, numa concepção clássica, é aquele que lidera um processo, aquele que conduz seus liderados numa direção clara e num rumo mais amplo e mais longo que os interesses pessoais e de grupo, Lula não é, nesta visão, um líder político. Trata-se de uma liderança partidária de um projeto de poder, mas não de um processo de transformação.
       
       
       Leia na íntegra:
O Governo Lula, ou: a Contradição no Poder
       
       Leia na íntegra:
O Governo Lula e o Sistema Político: inércia econômica, ativismo social e inação política - avaliando e buscando hipóteses
       
       



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