Noticiário
Ano I - n. 2 - outubro / dezembro, 2008

 
Centenário da imigração japonesa

       O país comemorou, em junho último, o centenário da imigração japonesa, inclusive contando com a presença do representante da Casa Imperial do Japão, Príncipe Herdeiro Nahurito.
       
       A imigração japonesa contribuiu grandemente para o progresso do país, a exemplo das outras correntes migratórias integradas por espanhóis, italianos e alemães, entre outros. Tratava-se de fenômeno resultante da abolição da escravatura, embora, em seguida à trasladação da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, tivesse sido fomentada outro tipo de imigração, além da portuguesa originária.
       Oficialmente, o primeiro navio com imigrantes japoneses aportou em Santos no dia 18 de junho de 1908. Denominava-se Kasato Maru e tinha a bordo 165 famílias (781 pessoas) que foram trabalhar nos cafezais do Oeste Paulista. O segundo navio somente chegaria em junho de 1910.
       
       Progressivamente o fluxo intensificou-se Desde a chegada do primeiro navio até 1923, os imigrantes japoneses totalizaram 23 mil. Expandiu-se notadamente no decênio 1924/1933 quando totalizaram 110 mil. O padrão mais comum correspondia a famílias com filhos pequenos.
       
       O Recenseamento de 1950 registrou a presença de 145 mil japoneses, a imensa maioria em São Paulo (132 mil). Em outros estados era bem mais reduzida (Paraná, 8 mil; Mato Grosso, 1,1 mil; e, em alguns outros, menos de mil). Leve-se em conta que, naquela altura, diversas gerações de descendentes achavam-se plenamente integrados.
       
       A cafeicultura paulista marca o início da experimentação, em larga escala, do modelo alternativo à escravatura. Consistia num sistema de parceria, no qual os colonos eram detentores da produção obtida de modo intercalar nos cafezais, em geral culturas de subsistência (feijão, milho, etc.). Revelou contribuir para a distribuição de renda, ao invés de concentrá-la. As próprias colônias japonesas disto seriam exemplo. Assim, em 1911, verifica-se a primeira compra de terras, no interior de São Paulo, por japoneses que precedentemente trabalhavam segundo o regime de parceria.
       
       Sucessivamente os japoneses e seus descendentes passaram a ocupar-se de outras atividades além da agricultura. Na capital paulista,criaram um bairro, que sobrevive até hoje, dotado de florescente comércio e atividades de outra índole. No plano da cultura e das artes, do mesmo modo que na administração pública e na política, descendentes de japoneses ocupam posições das mais destacadas.
       

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