Noticiário
Ano IV - n. 16 - abril / junho, 2012

 
Centenário do Barão do Rio Branco

       Está sendo amplamente comemorado o centenário de falecimento do Barão do Rio Branco, transcorrido a 10 de fevereiro de 1912, aos 67 anos de idade.
       
       José Maria da Silva Paranhos Júnior era filho do Visconde do Rio Branco (1819/1880), personalidade política do Império. Entre os diversos cargos que ocupou, merece referência especial a condição de Presidente do Conselho de Ministros (1871/1875), função na qual empreendeu reformas de grande relevância no plano cultural e social, neste último, introduzindo a Lei do Ventre Livre, que formaliza o princípio da gradual abolição da escravidão.
       
       O Barão do Rio Branco ocupa posição de igual destaque na vida política da nação, desta vez no período republicano. Tendo ingressado na carreira diplomática, iniciada em 1876, como consul em Liverpool, foi ainda chefe da representação diplomática do Brasil na Alemanha e, por fim, Ministro das Relações Exteriores, a partir de 1902 e até a data do falecimento.
       
       No decênio no qual ocupou a Pasta do Exterior, Rio Branco legou ao país um patrimônio inestimável: a solução de todas as pendências fronteiriças com os países vizinhos. Tratava-se de uma questão crucial, a ponto de que o país abdicou da participação na Conferência Paz, realizada em 1898, em Haia alegando a prioridade que se atribuía às questões fronteiriças. Nossa participação na Conferência subseqüente um dos frutos da mencionada ação de Rio Branco seria justamente abrirmo-nos para o restante do mundo. Este seria também um dos feitos da política externa consagrada por Rio Branco.
       
       A par do que se referiu, Rio Branco inclui-se entre os fundadores da historiografia brasileira. Ocupou a Presidência do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e pertenceu à Academia Brasileira de Letras.
       
       Entre as comemorações, destacam-se a sessão solene comemorativa, realizada no Senado Federal, a cinco de março, bem como as diversas iniciativas a cargo da Fundação Alexandre de Gusmão, entre as quais sobressai a reedição de sua Obra Completa.

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