Noticiário
Ano IV - n. 17 - julho / setembro, 2012

 
Recuperação econômica do Iraque

       

        Jornais europeus registram o que consideram  expressivo da recuperação econômica do Iraque. Seria a elevação dos níveis de extração de petróleo aos padrões de fins da década de setenta. Em 1979 alcançou 3,5 milhões de barris/dia.
       
        No período seguinte o Iraque de Sadam Hussein  entrou em guerra com o Iran conflito que se arrastou praticamente ao longo da década de oitenta e sofreu duas invasões dos Estados Unidos. A primeira em 1990, devido à invasão do Kuwait e, a última, em 2003. Embora esta última haja  durado poucos dias (de 20 de março a 4 de abril) seguiram-se longos anos de ocupação, só encerrada oficialmente no ano passado Tais incidentes, como não poderia deixar de ser, afetaram aquela que era a principal atividade econômica.
       
        A produção deste ano deve alcançar três milhões, esperando-se que os 3,5 milhões e meio (níveis máximos anteriores) ocorram novamente em 2013.
       
        Progressivamente, no último pós-guerra, o Iraque passou a ocupar uma posição destacada entre os produtores de petróleo. Graças a isto, a criação do cartel dos principais exportadores (OPEP), ocorrida em 1960, teve lugar em Bagdá. O cargo de secretário-geral da entidade seria ocupado por natural do país. A fonte referida, isto é, jornais europeus, destacam como evidência da recuperação o fato de que haja voltado a reivindicar aquela posição na OPEP.
       
        Ainda segundo as mesmas fontes, os resultados assinalados tiveram lugar não obstante o extremo nacionalismo vigente que se reflete nas exigências apresentadas para conceder a exploração. É dado como exemplo este fato: na concorrência aberta em maio último foram oferecidos doze blocos. Destes, entretanto, somente três foram licitados. Tenha-se presente que, no mundo da concorrência, presentemente, não se encontram apenas as tradicionais companhias petrolíferas ocidentais (como Shell, BP ou ENI), mas empresas russas, chinesas e malaias.
       
        As rendas auferidas em decorrência das concessões de petróleo equivalem a 90% do total arrecadado pelo Estado.
       
        A opinião dominante entre os europeus citados é a de que as projeções, sustentadas pelas autoridades, quanto à possibilidade de que a extração venha a dobrar em 2017 (para alcançar entre seis e sete milhões de barris) não teriam consistência. Contudo, acham que certamente poderá vir a ser a realidade da primeira metade da próxima década. Essa ressalva leva em conta que o conflito político-social entre as etnias sunita, xiita e curda entre as quais se subdividem os campos petrolíferos, por não apresentarem níveis equivalentes de produtividade, servem, por seu turno, para acirrar a rivalidade reinante.
       
        O Iraque ocupa o terceiro lugar entre os maiores detentores das reservas de petróleo, como se pode ver da indicação a seguir:
       
       

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