10/06/2014

Maio 2014


MAIO-2014                          

                                                                 

          RELATÓRIO DE POLÍTICA INTERNACIONAL!

 

1.  ELEIÇÕES NO PANAMÁ!

1.1. 1. Para os desatentos, surpreendeu a presença de João Santana como marqueteiro da campanha de Árias, candidato do presidente Martinelli.

2.  Afinal Martinelli – um dos maiores empresários do Panamá – foi eleito cinco anos atrás como homem de direita. Assumiu um programa populista de distribuição de bolsas e favores.  Ganhou enorme popularidade.

3. Na sua gestão o Panamá cresceu a taxas maiores que a China. Sua postura inicial anti-chavista, mudou surpreendentemente ao sabor dos negócios Venezuela-Panamá. A oposição a Martinelli lançou suas relações com contratistas no pântano das suspeitas.

4.  A oposição denunciou que a vinda de João Santana ocorreu com total aval de Lula, pago por empresários brasileiros com grandes contratos com o governo Martinelli.

5. Martinelli -não havendo reeleição- lançou sua esposa como vice de Árias, que abriu a campanha como franco favorito e assim permaneceu até a última semana.

6.  Varela – seu vice-presidente – afastado por Martinelli da função de chanceler assumiu a ruptura e lançou-se candidato a presidente. Nos últimos dias Varela cresceu e se aproximou de Árias. Com a divulgação das pesquisas proibidas a partir de quinta-feira, as pesquisas vazadas indicavam que Varela havia alcançado e passava Árias.

7.  Abertas as primeiras urnas Varela pulou na frente abrindo uma vantagem de sete pontos sobre Árias com a qual foi até o final: 39,1% x 31,7%.

8. Perdeu o populismo da distribuição de bolsas de todos os tipos. Perdeu o poder econômico. Perdeu o governo dos contratistas. Perdeu o marqueteiro João Santana. Perdeu Lula que avalizou tal aventura. E perdeu a tese que grandes taxas de crescimento econômico ganham a eleição.

1.2. PANAMÁ: ELEIÇÃO CONTRARIA TODAS AS TEORIAS ELEITORAIS! ATENÇÃO BRASIL!
            
1. A economia crescendo a taxas de 8% e 9%. Um programa de bolsas com a mais ampla diversidade. A altíssima popularidade do presidente. Obras para todos os lados. Abundantes recursos financeiros por apoio dos contratistas. Contratado no Brasil, João Santana, o marqueteiro mais prestigiado da América Latina e com aval de Lula.
           
2. Não havendo reeleição, o presidente compõe a chapa com sua esposa como candidata a vice-presidente. A vantagem financeira pode ser medida pela liberdade para comprar tempo na TV durante a campanha.
           
3. A campanha abre com o candidato do presidente liderando com folga…, e assim fica. Seu mais próximo adversário era o candidato do PRD – que detinha a prefeitura da Capital-, e tradição de centro-esquerda. A região metropolitana da capital tem 50% dos eleitores. O PRD é um partido de muito maior tradição que os novatos – Cambio Democrático e Panamense – do presidente e de seu vice-candidato.
          
4. E por falar em vice, passada a metade do mandato, a antecipação do processo eleitoral leva o presidente Martineli a romper com o vice, Varela, que era assumidamente candidato a presidente. Sem máquina e sem estrutura, era natural que – num sistema de voto distrital – uninominal e plurinominal – não contasse com capilaridade e força de seus candidatos a deputado (num regime unicameral).
          
5. Venceu o vice, Varela com 39% dos votos. Seus deputados eleitos alcançaram apenas 18% dos votos. Os deputados do governo tiveram 40% e do PRD 36%. A impulsão de Varela, saindo do terceiro lugar para o segundo e o primeiro, ocorreu nos últimos dias de campanha. E a ultrapassagem por margem ampla só nos últimos quatro dias, quando a divulgação das pesquisas estava proibida.
          
6. Foi um fenômeno de opinião pública, uma espécie de reação espalhada contra o abuso do poder econômico do governo a favor de seu candidato, empinando a curva de crescimento da candidatura de Varela.
          
7. No comitê de campanha de Varela, no hotel Sheraton, quando já estava clara a sustentação da diferença, havia uma palavra de ordem que ressonava e explicava a onda que o levou à vitória. Em uníssono, a grande quantidade de militantes presentes repetia: Ô Gente! O Panamá não se vende!
            
8. Que fiquem todos atentos no Brasil agora em 2014, com um clima pré-construído de rejeição ao abuso do poder econômico na política, que nenhuma pesquisa garantirá nada se um candidato nos degraus mais baixos tiver uma intenção de voto com capacidade de multiplicar, por exemplo, algo próximo a 10%, a mais ou a menos, e representar a rejeição ao abuso do poder econômico.

 

2. CHILE: REFORMAS TRIBUTÁRIA, ELEITORAL E INSTABILIDADE FUTURA!

1.  O diretório da UPLA – União de Partidos Latino-americanos – desdobrou a reunião de seu diretório,( DEM ocupa uma vice-presidência), em Santiago, dia 28 de abril, em reuniões com os partidos de centro-direita,(UDI e RN), e suas fundações políticas. O Chile vive um momento de estresse após a posse da presidente Bachelet.

2.  A velha guarda –moderada- socialista foi “aposentada” com embaixadas e representações internacionais. O governo ao renovar com geração mais jovem, seus quadros políticos, não só mudou o nome da coligação de ‘Concertación’ para ‘Nueva Maioria’, como se deslocou intensamente do Centro para a Esquerda. Hoje detém maioria clara no parlamento com 60%. Pode fazer tudo, menos mudar a Constituição que exige 2/3 dos votos.

3.  As propostas de Reforma Tributária e Reforma Eleitoral estão na boca do vulcão. Em nome da justiça fiscal e da distribuição de renda, a Reforma Tributária afeta o coração da lógica do imposto de renda. A alíquota maior subirá de 17% para 25%, o que não seria o problema maior. Mas no sistema chileno toda a parte do imposto de renda que é investida pelas empresas é isenta de imposto de renda. Com isso, na prática, a alíquota efetiva subirá para mais de 30%.

4.  Para a UDI e a RN isso produzirá uma forte desaceleração do crescimento e levará capitais ao Peru e ao Brasil.

5. A Reforma Eleitoral prevê a desmontagem do sistema eleitoral atual binominal –de dupla maioria- e aponta para um sistema proporcional em nome da representatividade. Para ajustar a proposta se aumenta o número de deputados e senadores. Hoje o voto se dá em distritos onde são eleitos – deputados e senadores – os dois mais votados. Com isso as coligações – a direita e a esquerda do centro – distribuem seus candidatos e nunca uma delas tem menos que 40% do Congresso.

6. Constrói-se dessa forma um equilíbrio parlamentar que impede as surpresas conjunturais e a imprevisibilidade, garantindo segurança jurídica. Para a UDI e a RN isso significará desmontar um sistema que tornou o Chile estável com consequências econômicas muito positivas. O sistema chileno atual – funciona como um sistema de voto distrital uninominal, (no caso binominal), como nos EUA e Reino Unido, recolhendo os mesmos benefícios institucionais.

7. Pela liturgia da tramitação de leis, a Reforma Tributária estará aprovada em setembro, e a Reforma Eleitoral em dezembro. Nas próximas semanas o governo Bachelet apresentará a Reforma Educacional que –segundo previsões- desmontará o sistema misto que tem 55% das matrículas na educação básica. Mas a UDI e RN preferem aguardar a apresentação para abrir a análise através de suas fundações.

 

3. VENEZUELA: “MESA DA UNIDADE” PERDE A UNIDADE! OPOSIÇÃO EM DEBATE INTERNO!

Resumo do pronunciamento do Presidente do COPEI, um dos partidos de oposição que compõe a “Mesa da Unidade”! Reunião da ODCA (coordenação da IDC – Internacional Democrata de Centro, para América Latina) na Cidade do Panamá – em 3 de maio! 

1. Deputado Roberto Enriquez, presidente do COPEI – Venezuela e vice da ODCA. COPEI cresceu nas últimas eleições municipais ficando em segundo lugar. Mesa da Unidade, (coordenação das oposições), é um patrimônio.  Conseguimos a presença de um representante do Vaticano na mesa de negociação entre oposição e governo.  Chanceleres do Equador, Brasil e Colômbia atuam de forma impecável na negociação.            

2. Táchira, onde o Copei lidera a oposição, é o Estado mais forte nos protestos. Copei vive um momento de otimismo. Venezuela tem um problema institucional: as instituições são atropeladas pelo governo. Flagrantes desrespeitos á Constituição. Todos os poderes foram assumidos pelo chavismo.  50% do setor de alimentos quebrou.  Maduro hoje perderia em uma eleição limpa por 60% a 40%.  Empresas de "maletas" evadiram 35 bilhões de dólares.

3.  Copei fica no "centro" da “mesa da unidade” que vive uma CRISE e só se sustenta graças a AVELEDO, (coordenador da “Mesa”). CAPRILES não consulta mais a mesa e conflitos com Leopoldo e Maria Corina são abertos.  A partir de 8 de fevereiro a Mesa da Unidade se divide. Parte dessa crise é a tentativa de setores plutocráticos influenciarem a Mesa da Unidade, (grandes empresários como Cisneros de mídia). Na Mesa da Unidade há setores ligados ao poder econômico. Capriles perdeu força depois da venda da TV Globovision e outros meios. Capriles cometeu um erro grave chamando a convocação de uma constituinte às vésperas da eleição municipal de 08/12. /

4. Repressão é enorme. Movimento Estudantil se mobilizou em 12/02 e os primeiros confrontos resultaram em dois mortos pela polícia. As absurdas prisões de Leopoldo Lopes e a cassação de Maria Corina. Desabastecimento cresceu de 20% para 47%. Inflação subiu para 65%. 25 mil assassinatos em 2013. Violência como nunca se viu antes contra os estudantes. /

5. Nesse momento a UNASUR vem tendo um papel positivo. Chanceler do Equador afirmou que a proposta da Mesa da Unidade é sensata. Os três chanceleres vão a Caracas quase todas as semanas. Propostas: anistia geral, (governo fala caso a caso), Comissão da Verdade, e Controlador e Defensor na forma da Constituição / Mesa da Unidade passou a ter 70% de apoio popular.  Os partidos tradicionais, (Copei e AD), cresceram melhorando suas imagens.

6. É loucura pensar em guerra civil, embora haja quem a defenda. /Assassinato do presidente da Câmara Municipal de Caracas, com sinais de tortura. Ele era um afilhado político de Chávez. Luta entre setores internos ao chavismo. Pressão Internacional + Mobilização + Mesa de Negociação pode fazer o processo avançar. Na UNASUR há governos sensíveis às questões, institucional, democrática e direitos humanos. Ricardo Patiño, chanceler do Equador, tem se destacado. UNASUR não tem estado a serviço de Maduro: são amigos, mas não dependentes. Nessa negociação a UNASUR está jogando o seu prestígio. /

7. Uma frase de AVELEDO deve ser destacada: “Defendemos a LUTA ARMADA DE PACIÊNCIA”. Tema CUBA é interno, de inteligência, mas não de opinião pública. Se enfrentarmos o caso cubano com opinião pública, como quer Corina, vamos perder, pois os médicos cubanos estão nas comunidades assim como os treinadores esportivos. Juventude do Copei criou o Fóro Penal Nacional, foropenal.com, com advogados voluntários, jovens. O grupo de Leopoldo Lopez é Voluntad Popular. Walker presidente do PDC do Chile lembrou que a liberalização é uma preliminar da democratização, e assim o foi nas transições dos anos 70 e 80.

 

4. ESTRUTURA DO DESEMPREGO NOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA! 
 
(El País, 03) 1. Vamos começar com as estatísticas de desemprego, uma vez que na América Latina, ao contrário da Europa, o número não inclui as pessoas que trabalham na economia informal. Colômbia, Costa Rica, Paraguai e Venezuela são os países latino-americanos mais afetados pelo desemprego. Panamá, Equador e Brasil, apesar de seu baixo crescimento, estão na outra extremidade. Por sua vez, nos dez anos entre 2003 e 2013, se destacam melhorias em relação à Colômbia, Venezuela, Uruguai, Argentina, Brasil, Equador e Panamá. Por sua vez, o desemprego se agravou na Costa Rica e no México. (TABELA 1)
2. Um aspecto particularmente preocupante do desemprego é que está afetando os jovens. Pessoas de 15 a 24 que estão procurando trabalho e não encontram sofrem uma exclusão particular. Em alguns casos particulares, podem cair nas mãos de redes criminosas, tais como gangues ou tráfico de drogas. Mas não se pode generalizar. Uruguai, Argentina e Colômbia têm as maiores taxas de desemprego entre os jovens. México, Panamá e Peru, as menores. O caso do México mostra que um desemprego relativamente baixo entre os jovens não resulta em diminuição da atividade destes no tráfico de drogas. (TABELA 2).
 
3. Um dos grandes dramas do trabalho na América Latina é que existem muitas pessoas que têm emprego, que não sofrem com o desemprego, mas, de qualquer maneira, são pobres. E em parte isso acontece porque eles estão trabalhando ou estão empregados na economia informal, sem contribuições para Previdência Social, sem cobertura de saúde ou contribuições para pensão futura para a aposentadoria, e sem condições de trabalho que, teoricamente, são garantidas pela lei. O Uruguai é o único país onde quase todos os trabalhadores contribuem para a previdência ou plano de saúde. Costa Rica e Panamá vêm em seguida no ranking. Paraguai, El Salvador e México têm os piores índices. Se for observada a evolução de 2008 a 2012, houve uma melhora significativa no Panamá, Brasil, Peru, Equador e Paraguai. Por outro lado, o panorama piorou para os mexicanos e colombianos. (TABELA 3).
 
4. O que aconteceu com o salário? A OIT utiliza como base a média da folha de pagamento dos países e as ajusta pela inflação para descobrir o poder de compra real. Considerando a evolução desta variável entre 2004 e 2012, os uruguaios, peruanos e chilenos são os mais favorecidos. Os venezuelanos são os únicos que perderam poder de compra, enquanto os nicaraguenses e mexicanos melhoraram muito pouco. Os dados da Argentina não aparecem, provavelmente porque a OIT não confia no manipulado índice de preços ao consumidor (IPC) daquele país. (TABELA 4)

Se analisarmos a evolução dos salários mínimos reais, isto é, ajustados pela inflação, pode-se detectar os países onde os governos optaram por aumentá-los como estratégia para reduzir a desigualdade e a pobreza. É claro que o salário mínimo só se aplica ao emprego formal e só influencia a decisão dos empregadores para a economia paralela ao determinar a folha de pagamento. Uruguai, Honduras e Nicarágua foram os que mais elevaram o mínimo entre 2004 e 2012. México, Paraguai e Panamá, os que menos elevaram. (TABELA 5).
 
5. Finalmente, vamos ver quantos dólares por hora ganha um trabalhador industrial entre as três principais economias da América Latina, Brasil, México e Argentina, em comparação com os países em várias regiões e desenvolvimento. São dados do governo dos EUA de 2011. Os trabalhadores argentinos eram os que ganhavam mais, em relação aos brasileiros e, em particular, aos mexicanos, mas a desvalorização do peso argentino em janeiro mudou a equação. Mas os trabalhadores da Argentina estão abaixo da média dos países analisados e recebem muito menos do que os espanhóis, por exemplo. Os mexicanos estão entre aqueles que têm os piores salários, juntamente com húngaros e filipinos. Os que causam inveja são os noruegueses, suíços e dinamarqueses. (TABELA 6).

Conheça as tabelas. https://docs.google.com/document/d/1jE-CrqJRzAzJCgcHvYCt-VbbvsrIGV4ZaZaGRKHY6CQ/edit?pli=1

 

5. AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NA AMÉRICA LATINA EM 2014! 
        
(Instituto João Goulart – Daniela Cambauva) 1. Em 25 de maio, as eleições acontecem na Colômbia.  Juan Manuel Santos, atual presidente, é candidato novamente pela coalizão Unidade Nacional. Ele é sucessor do último mandatário, Álvaro Uribe. Além dele que é favorito nas pesquisas, outros quatro candidatos formalizaram candidatura.
       
2. As seguintes acontecerão apenas no segundo semestre, primeiro no Brasil, em 05 de outubro. Em 12 de outubro, a Bolívia escolherá seu presidente e o vice, mais 130 deputados e 36 senadores – data anunciada em abril pelo Tribunal Eleitoral.
      
3. No Uruguai, as eleições serão em 26 de outubro, marcando o final do primeiro mandato de José Pepe Mujica, presidente do Uruguai. Ele não poderá concorrer a outro mandato subsequentemente. Seu pré-candidato é o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), da mesma coalizão, Frente Ampla, de esquerda. Os uruguaios vão escolher também 99 deputados e 30 senadores.

 

6. REVIRAVOLTA NA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA COLÔMBIA!

1. (El Tiempo, 13) 1.1. Pela primeira vez o candidato do ex-presidente Uribe está na frente do presidente Santos e candidato a reeleição, na intenção de voto. De acordo com a pesquisa do Centro Nacional de Consultoria e o Noticiero CM&, Óscar Ivan ZULUAGA ganharia as eleições presidenciais no primeiro e no segundo turno do atual presidente. O candidato de Uribe do Centro Democrático obteria 24% dos votos nas eleições do próximo dia 25, e Santos 22%. Peñalosa da Aliança Verde obteria 13%, Clara Lopez do Polo Democrático (esquerda) e a conservadora Marta Lucia Ramirez, teriam 9%.
    
1.2. Num segundo turno Zuluaga teria 42% dos votos e Santos 34%. Mesmo num segundo turno hipotético entre Santos e Peñalosa esse – candidato Verde teria 38% dos votos e Santos 32%.
    
2. (Ex-Blog) Vários escândalos explicam essa inversão dos competidores da corrida presidencial. O principal deles está na renúncia do mais importante assessor político/publicitário de Santos, J.J. Rendón, quando um colombiano preso nos EUA revelou ter Rendón recebido uma milionária quantia de dinheiro para entregar narcotraficantes à justiça, o que ele nega, mas que o obrigou a renunciar.

 

7. NEGOCIAÇÃO NA VENEZUELA É SUSPENSA! MUD DENUNCIA  GOVERNO MADURO!
            
(El Nacional, 14) 1. A MUD (Mesa da Unidade Democrática), que coordena a oposição venezuelana, anunciou a suspensão do diálogo com o governo Maduro, iniciado 10 de abril. No entanto uma comissão apresentará essa semana aos chanceleres da Unasul os obstáculos nas negociações com o governo. O secretário executivo da MUD – Ramón Guillermo AVELEDO, liderará a comissão.
          
2. Aveledo descartou qualquer entendimento se os acordos são desrespeitados por setores do governo. “Sábado se cumpriu um mês do diálogo e o processo está em crise por responsabilidade do governo. Não se definiu uma reunião com o movimento estudantil que tem seus representantes e suas propostas.  O país quer diálogo, o país necessita diálogo. O governo deve definir-se se quer ou não o diálogo”, expressou Aveledo.
           
3. O dirigente diz que se debateu a aprovação de uma lei de anistia e se entregou uma longa lista de presos políticos, mas não se obteve resposta.