03/10/2018

A Venezuela Não Será Aqui


Por José Carlos Aleluia*

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“A omissão, o ocultamento da verdade, a negação, são atitudes criminosas da pior categoria moral e da pior baixeza em termos políticos e sociais considerando a situação dos venezuelanos”.

A corajosa declaração do secretário-geral da Organizações dos Estados Americanos, o uruguaio Luís Almagro, deveria estar fixada em todas as calles de nossa América Latina. Um farol a orientar o rumo de nossa geopolítica regional. Uma premissa a ser levada em conta na eleição presidencial aqui no Brasil.

Tão grave quanto calar-se diante da crise humanitária causada pelo socialismo bolivariano no país vizinho é ignorar a ameaça que nos ronda diante da possibilidade de uma eleição movida pelo ódio trazer de volta a face brasileira dessa mesma tragédia.

Movidos pelo populismo mais rasteiro, por uma fraude eleitoral praticada à luz do dia e pela incitação a um messianismo político de fazer corar o mais imoral dos estrategistas, o projeto de poder do PT assombra as bases de nossa democracia.

Para eles não é o futuro Brasil que está em jogo. É o revanchismo de um partido que se nega a reconhecer a culpa pela maior crise econômica de nossa história. Que se nega a admitir a cumplicidade diante da fome e da miséria provocada por sua ideologia. O partido que mandou às favas qualquer resquício de dignidade política ao guiar-se em função de um culto personalista em plena democracia liberal do Século XXI.

Almagro trouxe uma grande provocação: Devemos eliminar a opção de oferecer assistência humanitária ao povo venezuelano porque o Regime de Maduro se nega a receber? Está de acordo com a nossa Ética negar ao povo venezuelano tratamentos de hemodiálise, fórmulas para bebês, vacinas, comida, quando o sofrimento e a morte hoje alcançam milhões? “Aceitar a negativa da ditadura em receber ajuda para o povo não é cumprir o direito internacional humanitário. É violá-lo”.

Relevar a manipulação política com a qual o PT ataca nossa democracia não é “ser moderado”. Admitir a farsa da candidatura de Lula como brecha eleitoral não é “ser democrata”. Aceitar como parte do jogo a narrativa criminosa que incita a divisão, o ódio e a divergência é somente parte desta mesma omissão.

É preciso sair de cima do muro do politicamente correto e se posicionar de forma firme em defesa dos valores humanistas que forjaram este e os demais países ocidentais. Não mais temer a histeria esquerdista ao se levantar em defesa da família, das instituições e da moral cristã que é a base de nossa sociedade.

Não se enganem: esta é uma luta por liberdade Qualquer neutralidade neste momento faz parte da mesma fórmula da indiferença que faz ditaduras serem perenes. A Venezuela não pode, não deve e não será aqui.

*Deputado Federal pelo DEM-BA
Presidente do Instituto Liberdade e Cidadania